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Os números do Conselho Nacional de Justiça mostram que o Judiciário de Mato Grosso ainda capenga quando o assunto é combater a corrupção – que tomou ritmo desenfreado nas instituições públicas locais. Pelo menos 1.344 ações propostas relacionadas a casos de improbidade administrativa envolvendo as mais diversas esferas de poder estão pendentes para serem julgadas. Deve fechar o ano como um dos judiciários mais ineficientes do pais. Só fica a frente do Piaui.
A chamada meta 18 estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça determinava que o Judiciário local deveria apreciar 1.655 ações de improbidade até 31 de dezembro. Não o fez. Pior, ficou longe demais. Das ações de crimes contra a administração públicas distribuídas a partir de 2011, julgou apenas 311. Ou seja, pouco mais de 18% do total
Essa situação só não chega a ser mesmo um disparate porque Mato Grosso é um dos estados onde mais tramitam ações de atos de improbidade administrativa. Para se ter uma idéia, em Mato Grosso do Sul, estado de perfil econômico e social próximo ao de Mato Grosso, eram apenas 539 ações protocoladas até 2011. Lá, os julgadores apreciaram 71% dos processos.
Conclusão: por lá se comete menos crimes envolvendo o dinheiro do contribuinte ou aqui a coisa está mesmo desenfreada.
Das 1443 ações criminais contra agentes políticos que malversaram o dinheiro do contribuinte, o ritmo, de acordo com a tabela do CNJ, é um pouco melhor em Mato Grosso: foram julgadas 604. Melhor mas deixa a desejar porque esse número não representa sequer a metade da meta: apenas 41%.
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